Guitarrista do Foo Fighters Chris Shiflett fala sobre boxe com a Doghouse
jan 2012 11

Tradução: Renata Petrelli
Revisão: Karina Diaz (Karina Marigold)
Fonte: Doghouseboxing.com

 

Quando Chris Shiflett não está tocando guitarra na banda lendária, o Foo Fighters, o musico nascido na Califórnia está por dentro das últimas notícias do Boxe. Ele não somente é fã de longa data do esporte, como já participou de lutas como Amador, sob a tutela de ninguém mais ninguém menos que o treinador de Boxe, John Bray. Na primeira parte desta entrevista, conduzida pelo DogHouse boxing, Chris fala sobre seu amor pelo esporte e também seu curto contato como amador, aproveite!

Benny Henderson Jr.: Obrigado por falar para os fãs aqui na Doghouse Boxing, estando em uma banda tão fora de série, não existem muitas pessoas que sabem disso, mas você é um grande fã de Boxe e regularmente luta como Amador.

Chris Shiflett: Sim, eu costumava treinar com o John Bray por alguns anos, ele é realmente ótimo! John me levou em algumas lutas amadoras e tal, a coisa toda foi realmente uma experiência ótima! Eu amo boxe, boxe é um mundo pequeno, é uma pequena comunidade que quando você fica tempo o suficiente, você conhece todos esses ícones, e John Bray é definitivamente um deles.

BH: Ele é um ícone. Quantas lutas amadoras você já competiu?

CS: Eu acho que fiz entre 3 ou 4 lutas amadoras sancionadas e algumas do White Collar.

BH: Você já pensou em se tornar profissonal?

CS: Eu nunca fui tão longe e já sou bem velho para o esporte agora. Eu até comecei a disputar, o que muito provavelmente não daria certo. Hahaha. Eu não tinha começado no boxe até meus vinte e tantos, é uma daquelas coisas que onde você vai  sem compromisso e toma uma aula de boxe e você trabalha com  treinador um a um e aí você melhora um pouco. Aí então, eles te colocam num ringue com alguém que você costuma lutar um pouco e ai é mais divertido.  Ai você participa do White collar e é ainda mais bacana! Você vai construindo a segurança, mas quando eu realmente me senti confortável no ringue, eu já era velho demais para competir no amador.

BH:  Minha estréia como profissional foi aos 30.

CS: Sério?!

BH: Sim senhor, e vamos colocar assim, eu prefiro escrever do que lutar, isso não machuca tanto! (Os dois riem)

CS: É engraçado, porque quando eu comecei a lutar, eu não tinha filhos nem nada, minha esposa e eu temos três meninos pequenos agora e conforme os anos foram passando, eu tive um filho, depois outro, eu pratiquei bastante. Eu não curtia ser atingido na cabeça. Não foi como lutar com o Mike Tyson ou qualquer coisa. Mas certamente, foi um ponto que mostrou que eu gosto como um hobby e que você é um pai meio irresponsável também! A última vez que eu lutei, eu lutei com esse garoto, andei para a direita e logo de cara levei um gancho de esquerda. Ele me atingiu na minha orelha. Quando você é atingido assim, acaba com seu equilíbrio, mas sem problemas. Você pode imaginar como é quando você segura uma concha perto da sua orelha e soa como o oceano e eu fiquei ouvindo desse jeito por uma semana! E eu me lembro de ficar pensando sabe, eu não posso ferrar com meus ouvidos! Eu preciso pagar o aluguel, então não posso fazer isso!

BH: Especialmente quanto você não quer estar no palco com aquelas orelhas de couve-flor.

CS: Exatamente! (rs). Mais do que nunca eu sou somente mais um fã de boxe. Esse é realmente o único esporte que eu realmente sigo e sou obsecado!

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